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Desde o início do cristianismo, Nossa Senhora é admirada de diversas formas, sob várias perspectivas, e a mais comum é o título de Mãe do Senhor. Dessa verdade fundamental nasceu grande parte da espiritualidade e das devoções marianas. 

Mas Nossa Senhora acumula títulos, qualidades e é modelo de filha, mulher, mãe, vocacionada etc. Tudo o que se diz sobre ela é pouco, não se elimina sua natureza humana em nenhum momento, porém em virtude da graça de Deus concedida a ela.

Por esses motivos e também pelos que não são narrados nos Evangelhos, mas têm fundamento na experiência do povo de Deus e da Igreja, apresentamos Nossa Senhora como grande modelo de vida, principalmente para os vocacionados! 

Nossa Senhora modelo de filha e exemplo de mulher

Nossa Senhora é uma pessoa, uma mulher; nascida da união entre seus pais Joaquim e Ana, mas concebida sem pecado algum, graças ao mistério divino que logo a habitaria por meio de Cristo. No entanto, o ponto de partida para o relacionamento com Deus é sempre a humanidade de cada um de nós.

E na passagem que narra a visita do anjo, ela se apresenta como uma mulher consciente de sua condição e ao mesmo tempo como alguém que possui identidade, não está à toa na vida, solta ao acaso e, nesse encontro, faz a pergunta certa: “Como se dará isso”?  

A pergunta não expressa dúvida, mas diálogo, acolhida, interesse! Diferente de quando o anjo apareceu para Zacarias! Esse revidou, duvidou! Nossa Senhora não duvidou, mas quis saber de que forma aquele evento aconteceria. Ela era, no mínimo, madura para sua idade! 

E nela toda pessoa encontra segurança também para se colocar diante de Deus com suas limitações, sem medo, fazer perguntas, dialogar e tomar consciência de quem é Deus! Essa relação entre criador e criatura nos capacita para levarmos adiante a obra que o Senhor reserva para nós, assim como reservou para Maria.

Nossa Senhora também é discípula

A união entre Nossa Senhora e seu Filho Jesus manifestou-se desde sua concepção até a morte na cruz, onde ela foi dada por Jesus como mãe para todo gênero humano, na pessoa de João (cf. Jo 19, 26-27). Ela esteve com Ele até o fim e depois seguiu com a Igreja nascente em Pentecostes.

O seu seguimento a Cristo Jesus fica claro nas bodas de Caná, quando ela sai de cena e deixa que o Senhor realize o milagre, o que é próprio de Deus fazer! E ainda guarda todo o mistério em seu coração de fatos da infância de Jesus até o dia de sua revelação completa.

Ela se torna então o modelo de discípula ao mesmo tempo em que é mãe do Salvador. Sua postura, fidelidade, obediência e sobretudo confiança plena em Deus se revela passo a passo durante todo caminho até a Assunção. Ela não voltou atrás no seguimento.

Para a Igreja, Nossa Senhora se torna então modelo de discípula! Não houve quem servisse ao Senhor como ela! Fez o caminho a partir do Filho; aprendeu o que era a dor por causa Dele e entregou-se totalmente, esvaziando-se de si mesma para dar lugar à vontade de Deus.

Senhora de si e do seu “sim” a Deus 

Não há dúvidas de que a Mãe do Senhor como exemplo de pessoa humana, mãe e discípula, é também exemplo de vocacionada para todos os cristãos. E seu exemplo de vocacionada está ligado intimamente à missão; ela levou adiante o chamado de Deus a partir do seu sim!

Um bispo, certa vez, disse referindo-se a Nossa Senhora: a maior liberdade é fazer-se escravo! Para afirmar que Nossa Senhora sabia o que estava fazendo, não conhecia as consequências, porém sua fidelidade ao projeto provou o quanto ela era senhora de si uma vez que disse “sim” a Deus e abraçou o projeto divino com toda sua vida.

Assim, em toda e qualquer caminhada vocacional é indispensável a dimensão mariana, porque Nossa Senhora é modelo de vocação e de missão para todos. Ela acolhe todas as vocações, seja o matrimônio, o sacerdócio, a vida consagrada ou os leigos.

Seu fiat nos convoca todos os dias à intimidade com o Senhor; à adesão ao projeto de Deus para a humanidade e consequentemente ao caminho da missão. O sim generoso de Nossa Senhora nos coloca na escola da vida cristã e nos abriga em qualquer desolação.

Com a Virgem Maria, aprendemos que o chamado vocacional é uma proposta e não uma imposição da parte de Deus. A intercessão da Virgem nos ilumina sempre, abre os caminhos e ajuda no discernimento vocacional.

A Senhora Rainha dos Apóstolos

Para o carisma palotino, Nossa Senhora é a Rainha dos Apóstolos! Ela seguiu seu Filho, foi testemunha da Sua Ressurreição, esteve no cenáculo com os apóstolos e foi digna de ser assunta aos céus em corpo e alma. Ela é mãe e mestra da obra palotina.

São Vicente Pallotti tinha uma profunda devoção à Virgem Maria e encontrou nela o modelo perfeito de apostolado leigo na Igreja. Esse amor é fruto de uma profunda experiência mariana que marcou a vida do santo e o fez dizer muitas vezes:

“Jamais descansarei, enquanto não tiver alcançado, se fosse possível, um amor infinitamente terno a dulcíssima e amantíssima Mãe Maria”.

Dessa forma, toda a congregação palotina honra a Rainha dos Apóstolos e confia a ela todas as suas missões e vocações. De forma especial, procura imitá-la na disposição missionária, na acolhida dos irmãos e no anúncio do evangelho com zelo apostólico.

Assista também:  Nossa Senhora modelo de vocacionada

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