Maria foi, de fato, a primeira e a única criatura que fez “tantos atos de amor a Deus e de todas as virtudes e tantas boas obras” quantas Deus merece; e “tudo com tanta perfeição”, quanta Deus merece; tornou-se santa e perfeita “como o Pai celeste” e transformou-se no próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, com um amor ardente.

Em tal modo Maria constitui o modelo de toda a ação apostólica, que devemos procurar como ela, realizar, de todo coração, o Reino de seu Filho Jesus, abraçando, com um ato de caridade universal, todos os lugares, todas as classes de pessoas, todos os meios e todas as obras que, por sua natureza, tendem a conservar e a propagar a fé e a piedade.

Maria, depois de Jesus, é para todos “excelentíssimo modelo na fé e na caridade”, guia segura para alcançar a meta e causa exemplar de todo o Apostolado Católico e de vida cristã.

A nossa veneração por ela, sob o título de Rainha dos Apóstolos, tem, portanto, um significado especial, porque Maria, “acima dos Apóstolos, sem poder e jurisdição eclesiástica, contribuiu, segundo sua condição, na propagação da santa fé e na dilatação do Reino de Jesus Cristo. E por isso, todos os que, no seu estado, segundo suas forças, confiando na divina graça, se esforçam quanto podem, para a propagação da santa fé, podem merecer o nome de apóstolo, e tudo quanto fizerem para tal fim, será seu apostolado”.

Maria, exatamente por isso, foi sempre apresentada pelo Fundador, como o modelo do apostolado laical, já que ela, sem administrar os sacramentos e sem pregar “não só o mérito comum dos apóstolos, mas dos Apóstolos é a Rainha, e é saudada pela santa Igreja de Jesus Cristo, como ‘Regina Apostolorum’, porque o quanto pôde, cooperou na propagação da santa fé sem fazer pregações, mas como lhe foi possível em sua condição e circunstâncias. E como nisto comportou-se com tal perfeição, que de longe superou os Apóstolos, assim aquele Deus que olha as disposições do coração das suas criaturas, a elevou à dignidade de Rainha dos Apóstolos”.

É este o motivo principal do patrocínio da Rainha dos Apóstolos, “já que Deus olha a perfeição” e não a grandiosidade das obras. Com efeito, “como pelas boas obras, pelas orações e os fervorosos desejos dos justos, e especialmente, pela rainha de todas as virtudes, teria vindo mais solicitamente, o futuro reparador, Jesus Cristo” assim agora, no apostolado são decisivos: a oração, a caridade e a intenção puríssima.

Também por isso Maria, ocupando o primeiro lugar no Cenáculo, implora ardentemente o fogo do Espírito Santo, em toda a sua plenitude e constitui o modelo de apostolado que cada um é obrigado a desenvolver no seu campo de ação.

(Fonte: Diretrizes de São Vicente Pallotti para as Irmãs da Congregação dos Apostolado Católico, nn. 68-74)

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