O surgimento da Obra feminina se deu no ano de 1838 com o ingresso das jovens na Pia casa de Caridade.   Anteriormente Pallotti já atuava no acolhimento de meninas pobres e órfãs na cidade de Roma destinando-as à famílias que tinham condições de ajudá-las em suas necessidades. 

No ano de 1837 a epidemia do cólera assolou toda a Europa, inclusive a cidade de Roma, deixando muitas jovens órfãs e abandonadas às margens da sociedade. Diante dessa realidade Pallotti não deixou de prestar ajudar as meninas que necessitavam. Este foi o motivo para colocar em prática o que ele tinha em mente desde o início de seu apostolado como sacerdote.

Desde a fundação da UAC (1935) Vicente Pallotti, juntamente com os membros da União do Apostolado Católico, julgou necessário que possuísse “como pertença uma Comunidade de mulheres santamente orientadas”(OOCC VI, p. 248)com o intuito de colaborar na educação das meninas órfãs. Em 1837, a necessidade o obrigou a concretizar a criação de seu projeto para ajudar essas meninas.  Escolheu entre suas cooperadoras mulheres que tivessem dispostas e fossem capazes de adquirir “a plenitude do espirito de Jesus Cristo”(OOCC II pp. 3-12), a fim de que “com a eficácia dos frutos” pudessem ser a pedra fundamental do novo Instituto. (OOCC II, pp. 24-26) 

A prova disso está fundamentada na existência da primeira comunidade feminina que continua sua missão até os dias atuais, desde o ano de 1838. A “Pia Casa de Caridade” encontra-se em Roma, na Via Santa Ágata, é conhecida como “Berço da Congregação” e tem como objetivo específico acolher, educar e formar meninas órfãs e abandonadas. (cf. OOCC VI, pp. 252-253) 

A data, 25 de maio de 1838, ficou estabelecida como o início da Congregação com a abertura do “Registro das Mestras e Alunas” (Faller, Ansgar – op. Cit. Nº 12 pp. 20-22).  Desde esse dia, Pallotti intensificou a preparação espiritual das Mestras, até o dia de Pentecostes. Seu grande desejo era realizar o ingresso solene e público na Nova Sede na solenidade de Pentecostes que era tão significativa para ele. Entre as primeiras mestras Pallotti escolheu: Elisabetta Cozzoli, mãe de família e viúva desde 1828; Tereza Lucchi, 30 anos; Maria Bonatti, 19 anos; Maria Ronca, 18 anos e Catarina Carrozza, 47 anos.  

Pe. Vicente, como de costume, orientou os Exercícios Espirituais a todas as Mestras. Depois de uma consciente preparação, antes de realizar o ingresso formal na comunidade, Pallotti deu-lhes oportunidade de fazer um retiro espiritual para que a opção fosse de maneira consciente e verdadeiramente. (ALESSIO, Adelia Maria – História da Congregação. p.51)

De 05 de Junho a 26 de Julho de 1838, Pe. Vicente Pallotti celebrou o ingresso formal de seis jovens alunas da Comunidade. Importante também foi a vestição das três Mestras que tinham dado provas de verdadeiro zelo apostólico, bem como de excelentes educadoras (Verônica, Margherita, Giacinta). Esta solenidade foi presidida por Padre Vicente Pallotti bem como Caterina Carrozza que mais tarde, no mesmo ano, vestiu e recebeu o hábito religioso do próprio Padre Vicente Pallotti.  A obra feminina de Pallotti passou e passa por momentos de provações e dificuldades, todavia como obra de Deus, permanece até nossos dias. 

Do tempo do Padre Vicente Pallotti até nossos dias, muita história foi construída com a presença das Irmãs Palotinas na Pia Casa de Caridade, seminários, nas pastorais, escolas, hospitais, nas missões, Pallotti deixou como regra de vida “a vida de Jesus Cristo” e como padroeira “Rainha dos Apóstolos”. Maria, presente no Cenáculo, modelo de discípula missionária de Jesus.  

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