Nos Acompanhe !

A princípio era comum as religiosas viverem em um lugar chamado convento. Atualmente ele continua existindo, mas o convento deu lugar a outras habitações mais simples que também são moradias religiosas. 

E até hoje, principalmente entre os mais idosos, quando uma mulher se apresenta como religiosa, eles logo dizem que ela mora no convento. Então, existe diferença entre convento e casa religiosa ou entre freira e consagrada? São todas iguais? Como entender isso?

Então vamos esclarecer essas dúvidas e ainda mais: falar sobre o que toda religiosa tem em comum! Continue a leitura deste post! 

 

Quem é a freira e o que é o convento

 

O termo convento vem do latim “conventus” que  significa “assembleia” e se origina da assembleia romana, onde os cidadãos se reuniam para fins administrativos ou de justiça. Com o surgimento da vida consagrada, eles passaram a ocupar edifícios cedidos para as reuniões religiosas, então o termo passou a se referir ao lugar onde os religiosos viviam.

E assim o termo convento se consolidou como o lugar onde havia religiosos e religiosas. Normalmente, eles eram fechados, distantes de centros urbanos, com grandes construções e áreas verdes para favorecer a meditação, o silêncio, a oração e o serviço manual. 

Porém, com o passar do tempo, a vida consagrada foi se adequando a novas realidades. E os conventos – grandes construções – deram lugar a casas comuns, com espaço suficiente para habitação, convivência, capela e lazer das religiosas. 

Quanto ao termo “freira” é o feminino de frei, que significa “irmão”. Logo, freira é irmã. Da mesma forma que o frei é irmão de todos, a freira também, e ambos o são por causa da opção por Cristo, o irmão por excelência de todo batizado.

 

Toda religiosa vive no convento?

 

Antes de mais nada, o convento existe e é moradia de muitas expressões da vida consagrada. Por exemplo, ordens religiosas antigas conservam suas origens e lugares de início. Muitos mosteiros ocupam conventos; a vida contemplativa enclausura habita lugares como os conventos.

Mas nem toda vida religiosa está no convento. Ela acontece até sem moradia alguma, como no caso dos eremitas que vivem isolados em desertos ou florestas. Atualmente, a vida consagrada está mais perto das pessoas, próxima aos mais necessitados e aos lugares onde realizam seus apostolados.

Mesmo porque o que caracteriza a vida consagrada não são os conventos. Esses são parte da história, de um tempo e têm suas utilidades, mas a essência da consagração não é lugar físico, mas a opção radical por Cristo e pela humanidade, por quem Ele se entregou.

Então, seja a freira ou a consagrada, as duas abraçam os conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade, o celibato consagrado, a partir de uma família religiosa específica, vivem em comunidade e vivem a missão e o apostolado próprios do carisma da congregação.

 

A vida apostólica e missionária na vida consagrada

 

A vida consagrada tem uma história milenar. Na verdade, ela surgiu antes do sacerdócio na Igreja e desde então ocupa um espaço próprio na evangelização da humanidade, através dos inúmeros serviços que realiza por meio do apostolado e da missão.

E por falar em apostolado e missão, essa é uma característica que faz parte de toda vida consagrada. Sejam ativas – religiosas não enclausuradas; sejam as contemplativas – monjas enclausuradas; e religiosas enclausuradas são aquelas que vivem totalmente separadas da sociedade, com poucos contatos nas Missas ou quando são visitadas.

Já as ativas estão no meio do povo, participam da paróquia, estudam, exercem funções fora de suas casas, entre tantas outras atividades. Mas todas servem por meio da missão e do apostolado, porque não existe vida consagrada separada da missão, elas estão unidas.

 

Há distinção entre apostolado e missão? Apenas algumas diferenças: 

 

  • Apostolado é uma atividade que se repete sempre, na maioria das vezes, no mesmo lugar. Por exemplo, na escola, na creche, na casa de repouso, em algum lugar administrado pela congregação ou não, mas conta com a ajuda da religiosa. 
  • A missão é a evangelização. Ela se dá em qualquer momento, cidade ou país. Pode durar um minuto ou 24 horas. É o anúncio de Cristo, a pastoral, a pregação sobre um tema; uma jornada bíblica, uma visita pastoral, etc.

E tanto a religiosa ativa quanto a contemplativa realizam os dois. A missão da clausura é a oração pela humanidade e, dentro do convento, elas fazem diversas atividades apostólicas, como a confecção de hóstia, paramentos litúrgicos, escrevem livros, etc., 

E as religiosas ativas vivem a missão e o apostolado no meio do povo. São diversas atividades, missões, reuniões e obras sociais em benefício dos mais necessitados; elas não têm fronteiras, estão à disposição da congregação e da Igreja em qualquer tempo e lugar.

Por fim, a vida contemplativa e a ativa se complementam. Elas servem com grandeza à missão de Cristo e da Igreja de diversas formas. E como diz o documento sobre a vida consagrada, todos contemplam a face de Cristo e a revelam para o mundo.

 

Tire todas as suas dúvidas baixando o E-book – A história da Vida Religiosa na Igreja: Descubra uma Vocação

Últimos adicionados

Pentecostes e o Carisma Palotino

Como a maternidade de Maria a tornou Rainha dos Apóstolos