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A descoberta vocacional é resultado de um encontro que começa por quem chama, quem escuta, responde e então começa o caminho que não tem dia, nem hora para terminar. Assim, quem chama é sempre Deus, Ele é o primeiro a ter toda iniciativa desde a criação.

Então, quem escuta e responde somos nós, vocacionados à vida e ao amor. Esse amor, no entanto, tem diversas formas de expressão. Pode ser através do matrimônio, do sacerdócio, da consagração leiga ou da vida consagrada religiosa. 

Será que é possível escolher a própria vocação?

Normalmente não, porque é Deus quem sabe ao fundo o destino de nossas vidas e a modalidade com a qual seremos felizes de forma pessoal e em sociedade. Logo, Ele nos presenteia com uma vocação desde sempre.

Porém, cabe ao ser humano escolher seguir ou não ao chamado vocacional. A escolha é pessoal assim como a vocação também o é. Do mesmo modo que o batismo, é intransferível e indelével. Realmente, um dom de Deus que traz alegria e produz felicidade plena. 

 

Palotinas, um chamado vocacional para todos os tempos!

 

Antes de mais nada,  para continuar manifestando seu amor pela humanidade, Deus colocou no coração de alguns homens e mulheres o desejo de doação total de vida, assim como fez Seu Filho Jesus, ao longo de toda Sua jornada entre nós. Nasce, então, a vida religiosa consagrada e as congregações religiosas.

Assim, entre as inúmeras congregações existentes, estão as Irmãs do Apostolado Católico – Palotinas. Fundadas por São Vicente Pallotti, sua missão é realizar no mundo a missão de Jesus Cristo, Apóstolo do Pai, através de todos os meios e em qualquer lugar onde a Igreja nos enviar. 

Trazemos Cristo – o Apóstolo do Pai – como modelo vocacional, e Maria – Rainha dos Apóstolos – como mestra de oração e força no caminho rumo à vontade de Deus. São quase 200 anos de vida, dedicação, amor a Cristo e sobretudo aos mais necessitados. 

Mas o segredo da longevidade de uma vocação está na profunda experiência que ela faz constantemente de Cristo e, principalmente, na capacidade de transmitir esta experiência através de cada pessoa que passa por ela. 

Assim, a maior herança que uma família religiosa deixa para a humanidade são as vidas conquistadas por Cristo. Por isso, trazemos com muita alegria o testemunho de três irmãs Palotinas para dizer ao mundo o quanto vale a pena dizer “sim” ao chamado de Deus. 

 

História vocacional da Ir. Aneide 

“Percebi o quanto sou amada por Jesus Cristo…”

 

“Sou Irmã Aneide Resmini, resido atualmente em Camacã – Bahia. Tenho 65 anos de vida. Entrei na Congregação com 18 anos. Sou consagrada Palotina há 42 anos.

Meu despertar vocacional deu-se muito cedo. Meu tio, padre, era muito presente em nossa família, era uma grande alegria quando conosco estava e ir com ele à igreja me fazia sentir-me uma rainha.

Aos nove anos de idade, meu pai fez um movimento para que tivessem freiras em nossa comunidade para ensinar na escola em Santa Catarina. As Irmãs não vieram, então eu pensei: “quando crescer vou ser Irmã professora!” 

Na adolescência, no Paraná, em uma gincana bíblica, eu acertei a questão cuja resposta era: serás pescador de homens. Senti, então, que seria Irmã para “pescar” homens e mulheres para Deus.

Fiz acompanhamento vocacional e, aos 18 anos, passei a fazer parte da comunidade vocacional, junto com as irmãs. Longe de minha família, não sem sofrimento, fui dando os passos para a consagração. 

Assim tive a oportunidade de desenvolver várias missões na Congregação. Colaborei muito em nossos colégios, busquei fazer missão onde estava, dinamizando a juventude Palotina, nas CEBs, na FUBEM, com a Pastoral da Juventude, na Pastoral da Educação na diocese com capacitação de professores de Ensino Religioso da rede pública e também na Formação e animação da Vida Religiosa nos Núcleos da CRB/SP.

 

“Permanece a alegria da missão, amadurece o sentido de que a missão é aqui ou acolá!”

 

Nesse sentido lembro, com carinho e gratidão, do Jubileu da Vida Religiosa em Aparecida, quando 12 mil religiosas e religiosos se reuniram para celebrar o jubileu.

Na vida de oração diante do sacrário e nos exercícios espirituais, percebi o quanto sou amada por Jesus Cristo e como Ele me chama, me espera no sacrário, habita em meu coração, me presenteia com saúde, alegria e encantamento pela vida. 

Atualmente, aqui na Bahia, sinto que me faz bem. Permanece a alegria da missão, amadurece o sentido de que a missão é aqui ou acolá, onde eu estou, desde que eu viva bem e transborde a beleza, a bondade e a verdade de Deus, em comunidade.

Tanto nos estudos bíblicos, quanto junto aos idosos e enfermos, ou limpando a casa, ou arrumando as flores do altar ou na pastoral da criança.”

 

Mensagem para você, jovem, que está em discernimento vocacional:

 

“Há muita alegria de servir a Jesus Cristo que nos chama! Não se arrependa do seu chamado; Ele é surpreendente, a cada fase Ele vai tornando plena nossa vida.

Ao mesmo tempo, quantas oportunidades o Senhor nos dá de conhecê-Lo e amá-Lo, através de sua vida, Palavra e do testemunho de tantos santos e santas como a Virgem Maria, Mãe de Deus, São Vicente Pallotti, entre outros.

Ainda mais, estou rezando por você! Quanta gente nos pede orações! Temos esta missão de orar, viver o amor, falar de Deus às pessoas e das pessoas a Deus. Sem status, mas na confiança plena da Divina providência”.

Irmã Aneide Resmini – CSAC.

 

 

Ir. Aurora: “Eu não me arrependo de nada do que fiz até hoje…”

 

“Eu não me arrependo de nada do que fiz até hoje…”

“Sou Ir. Aurora, tenho 90 anos, ingressei na Congregação com 18 anos, em 1951, e sou Consagrada Palotina há 70 anos.

Meu despertar vocacional se deu desde a minha infância. Na vila onde eu morava havia as Irmãs do Coração de Maria, eu estudava na escola delas.

Após as aulas, ficávamos brincando no pátio e eu me encantava com a presença delas e ao ouvir suas orações na Capela da casa. A partir desse encantamento, comecei a sentir o chamado de Deus para a vida consagrada.

A missão que mais me marcou ao longo destes anos de apostolado foi o trabalho que tive a graça de realizar sobretudo com os mais necessitados, moradores de rua, deficientes e idosos, no Tocantins, pois sou assistente social.

Ainda mais, eu não me arrependo de nada do que fiz até hoje, sinto que atendi ao chamado que Deus tinha para mim, Ele me chamou e com Ele vou ficar até o fim.

O trabalho na messe é grande, e na vida religiosa podemos ajudar em muitas funções. No mundo tem muitas pessoas precisando de ajuda, de um ânimo, de conforto, de uma palavra. Sempre há o que fazer! Não tenha medo!”

 

Conheça a história da Ir. Claudina Missio

“É possível realizar-se numa Congregação Religiosa como eu me sinto na minha…”

 

“Sou Ir. Claudina, tenho 87 anos, ingressei na Congregação no ano de 1952, e sou Consagrada Palotina há 67 anos.

Meu despertar vocacional foi aos 16 anos de idade, através da promoção vocacional realizada pelos padres Palotinos da minha região, Rio Grande do Sul.

Uma das missões que mais me marcaram neste tempo de consagração foi quando fui professora por 18 anos no nosso Colégio São José, em São Bernardo do Campo. Daí em diante, percorri vários estados do Brasil, continuando a missão como catequista, liderando a Cruzada Eucarística, colaborando em muitas pastorais nas paróquias, bem como contribuí com a missão no Tocantins.

É possível realizar-se numa Congregação Religiosa como eu me sinto na minha congregação, doando-me inteiramente, superando as dificuldades, mas confiando sempre na graça de Deus, porque para quem a busca, ela nunca abandona. Graças a ela eu ainda estou colaborando na comunidade e missão aqui no Rio de Janeiro, onde temos uma creche com 65 crianças.

Me sinto realizada neste apostolado e agradeço a Deus e à Congregação que sempre me apoiou e me ofereceu tudo o que é necessário”.

 

Vida vocacional: Diante dos fatos, não há argumentos! 

 

Diante do testemunho de uma vida inteira consagrada a Deus, nos convencemos de que a vida consagrada continua encantando muitas jovens, em todo tempo e lugar. 

 

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