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O Papa Francisco diz para cada missionário na mensagem para o dia mundial das missões 2022: “E a Igreja, comunidade dos discípulos de Cristo, não tem outra missão senão a de evangelizar o mundo, dando testemunho de Cristo. A identidade da Igreja é evangelizar.”

E cada cristão é chamado a ser um missionário na Igreja e com ela. Isso significa que ninguém está sozinho nesta missão, como também todos, inclusive a Igreja, dos pastores ao povo, estamos envolvidos neste compromisso de serviço por amor a Deus.

Mas como despertar a comunidade para esse serviço missionário? Por onde começar? Confira neste post que preparamos para você.

 

A comunidade será sempre um lugar missionário

 

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019-2023 adotou a imagem bíblica da casa para a formação de pequenas comunidades missionárias, porque, como diz Dom Adelar Baruffi, a casa: 

“[…] nos oferece a ideia do lar, da acolhida, do pertencimento, do amor como único caminho para a comunhão e das portas abertas para entrar e ir em missão. São chamadas a serem espaço de encontro, da ternura e da solidariedade, são o lugar da família, com suas portas abertas.”

Logo, a ideia da missão não pode ser apenas uma saída sem objetivo, mas um empenho missionário para apresentar essa casa a todas as pessoas que encontramos no caminho. E  isso pede uma preparação e o empenho de toda a comunidade.

Sendo assim, não é preciso um novo projeto, mas, como diz o documento, acreditar nos pilares onde se apoia toda ação evangelizadora da Igreja que tem sua inspiração na vida de Cristo, o missionário por excelência do Pai.

Vamos entender os pilares e colocá-los em prática para desenvolver o chamado missionário na comunidade.

 

#1 A Palavra é o primeiro pilar missionário

 

O ponto de partida para despertar o chamado missionário é a Palavra de Deus. O documento diz que a escuta das Escrituras provoca conversão de vida. E isso acontece por causa da pessoa de Cristo, porque Ele desperta admiração e age na vida dos cristãos.

Portanto, é preciso um encontro pessoal com a Palavra. Para isso, a comunidade precisa organizar pequenos momentos de leitura, de partilha, nos quais todos possam participar com suas realidades, sejam casais, jovens, idosos e também crianças, porque todos são missionários.  

 

#2 O Pão, a liturgia e a espiritualidade são o segundo pilar missionário

 

A Palavra, diz o documento, conduz à Eucaristia, alimenta a espiritualidade e compromete o diálogo com o Senhor na oração. Então, o missionário é uma pessoa de oração que constrói uma casa de oração, isto é, sua própria comunidade eclesial.

Assim, a oração nos coloca em comunhão com todos os batizados e com os sentimentos de Cristo que entregou sua vida para a salvação de cada pessoa humana. 

Portanto, a oração é fundamental na vida do missionário e o compromete na missão de evangelizar mais do que qualquer cobrança.

 

#3 O terceiro pilar é a caridade

 

Na mesma medida da importância da Palavra e da espiritualidade está a caridade. A caridade não passará jamais, diz São Paulo. Por isso, somos enviados, pela Palavra e pela oração, a realizar a primeira ação caritativa: o anúncio do Evangelho a toda pessoa. 

E este anúncio acontece pela proclamação da boa-nova e também através de gestos concretos de solidariedade para com os mais pobres. E todos os grupos da Igreja devem participar, de preferência, juntos, formando uma única comunidade eclesial. 

Mas cada comunidade tem uma realidade própria, por isso é importante conhecer as pessoas, organizar visitas e então realizar uma ação social que alcance a realidade local. A caridade com o outro é dever do missionário.

 

#4 O quarto pilar é exatamente a Missão

 

O Papa Francisco diz: “A vida é missão”. Então, com a escuta da Palavra, a liturgia e a espiritualidade, despertando a caridade para com o irmão, é hora de partir em missão, de ter atitude missionária em favor dos irmãos.

E qual é o objetivo da missão? Anunciar Jesus a partir de uma experiência pessoal. Por isso o Papa afirma que a vida é missão, porque ela fala primeiro e em todos os lugares onde estamos.

Por isso a Igreja nos convida a uma atitude permanente de missão, abraçando os desafios do caminho, mas com o coração cheio de esperança e alegria. E todos podem contribuir e, ainda assim, nunca se chegará ao fim da tarefa missionária.

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