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Antigamente, famílias numerosas eram uma realidade comum. A estrutura familiar também era outra: só o pai trabalhava, a mãe cuidava da casa, dos filhos e, conforme eles cresciam, ajudavam a cuidar dos irmãos menores e dos afazeres domésticos.

Atualmente, o cenário é totalmente diferente! Existem famílias numerosas, mas elas são em menor quantidade e até causam espanto para muitos casais, inclusive católicos. A maioria faz uma previsão de quantos filhos terão e não dizem mais: quantos Deus enviar!

Sem falar que as mulheres não se reservam apenas para cuidar das crianças, elas estão conquistando outros espaços na sociedade que reflete na hora de decidir na quantidade de filhos que terão.

Apesar de todas essas questões, nascer é uma dádiva! Imagine se nossos pais não nos tivessem? O mundo seria menos belo! E o contrário também é verdade: filhos são uma oportunidade de felicidade para os pais e de esperança para o mundo.

Então, conheça neste post a vantagem de famílias numerosas acima de qualquer espanto!

Famílias numerosas – mas o que é a família?

A família está presente na origem da humanidade como um projeto de Deus. A Palavra de Deus – de Gênesis até Apocalipse – tem a família como suporte para todo o crescimento humano e o desenvolvimento da Igreja. Deus é família: Pai, Filho e Espírito Santo.

E nos fez a partir desse modelo trinitário: Deus criou Adão e Eva e os abençoou para constituírem famílias. Dessa forma, Ele revelou seu compromisso com esse projeto e o confirmou quando enviou seu Filho, nascido de mulher, para o seio de uma família.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC §2201) diz que o matrimônio e a família estão ordenados para o bem dos esposos e para a procriação e educação dos filhos. O amor dos esposos e a geração dos filhos estabelecem, entre os membros de uma mesma família, relações pessoais e responsabilidades primordiais.

Portanto, a família é a base da sociedade e sua importância se estende para todos os lugares. O núcleo familiar é responsável por espalhar o bem, transformar o presente e escrever uma nova história. Nessa conta de responsabilidades, as famílias numerosas têm maior participação.

Porque famílias numerosas não são um problema… 

Em 2016, o Papa Francisco escreveu uma Exortação Apostólica chamada Amoris Laetitia, sobre o amor na família. Um dos temas é sobre os filhos. Ele se utiliza do salmo 128 quando diz que os filhos são como rebentos de oliveira, ou seja, são cheios de energia e vitalidade.

Segundo o Papa, no Antigo Testamento, a palavra que aparece mais vezes depois da designação divina (YHWH, o “Senhor”) é “filho” (ben), um termo que remete para o verbo hebraico que significa “construir” (banah). 

Ainda sobre o Salmo, o santo padre explica que o versículo que diz:

Como flechas nas mãos de um guerreiro, assim são os filhos nascidos na juventude. Feliz o homem que deles encheu a sua aljava! Não será envergonhado pelos seus inimigos, quando com eles discutir às portas da cidade”.

“É verdade que estas imagens refletem a cultura de uma sociedade antiga, mas a presença dos filhos é, em todo o caso, um sinal de plenitude da família na continuidade da mesma história de salvação, de geração em geração”, declara o pontífice.

Ou seja, os filhos numerosos são motivo de alegria, realização, força e continuidade da família enquanto projeto de Deus. Ao mesmo tempo, com uma família numerosa, há mais possibilidade de Anunciar o Evangelho, testemunhando o valor da vida e do cuidado divino.

Encontramos muitas vantagens de quem opta por uma família grande

Atualmente, muitas preferem apenas um filho (a) ou quando muito, dois. As que se decidem por mais de três já são causas de surpresa, críticas, julgamentos, preconceitos e distanciamento de alguns.

Mas famílias numerosas são um canteiro de oportunidades! Quantas pessoas falam com alegria de suas famílias reunidas na noite de Natal porque nem se preocupam em convidar ninguém, sem falar no amparo que os pais recebem em suas velhices.

Assim, uma família numerosa tem mais vantagens que desvantagens! Mas é preciso, também, exercer uma paternidade e maternidade responsáveis, porque, como bem disse o Papa Francisco, para ser um bom católico não é preciso procriar como os coelhos!

Agora veja o que dizem os especialistas sobre as famílias com muitos filhos:

Os pais sentem-se mais jovem

Crianças no lar fazem com que o estado emocional e psicológico dos pais seja jovial e mais feliz. Ou seja, quanto mais crianças em casa, mais jovens os pais e mães se sentem.

Equilibra o lado financeiro

Parece um absurdo, mas controlando bem as finanças e evitando desperdícios, muitas famílias grandes têm vivido muito bem e proporcionado o necessário a seus muitos filhos.

Benefícios para as crianças

Irmãos são companhias seguras! Eles crescem juntos, sabendo que terão sempre alguém muito próximo que confiam e que poderá lhes ouvir e ajudar.

Amparo para os pais no momento oportuno

Pais não são sempre jovens e os filhos sentem a obrigação natural de cuidar de quem lhes cuidou durante seus primeiros anos de vida. E quanto mais filhos, maior a probabilidade de não ser esquecido em algum asilo.

A família é a primeira escola

Famílias numerosas costumam despertar o senso de responsabilidade e maturidade muito maior entre os filhos. Isso acontece porque eles se sentem naturalmente responsáveis uns pelos outros.

Por fim, o sentimento de felicidade

Se há algo que as famílias numerosas proporcionam é felicidade, de todas as formas, motivos e idades. Também não faltam preocupações e problemas como em todas as famílias, mas elas não são o foco, porque existe muita ação acontecendo ao mesmo tempo.

Agora, depois de tudo isso, você pode se perguntar: quantos filhos fazem uma família numerosa? Essa resposta acompanha o coração, a fé e a consciência cristã de que Deus nos deu a liberdade de decidir, mas não de nos fecharmos à vida!

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