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Os erros na evangelização são comuns, mas podem ser evitados. Quem nos fala bem sobre isso é o Papa Francisco quando diz que precisamos de discípulos que sejam capazes de transmitir a chama da esperança para os homens e mulheres deste tempo.

Mas para alcançarmos essa meta, precisamos eliminar algumas estratégias que afastam as pessoas do Evangelho, por exemplo: cobranças e imposições de comportamento antes de se sentirem amados por Cristo e acolherem a proposta do Reino. 

E é o Papa que novamente nos chama a atenção sobre como evangelizar: é preciso “levantar, aproximar-se e partir da situação”. E o que isso significa? Vamos trocar esses verbos por estratégias: ir ao encontro do outro, dialogar e acolher a realidade da pessoa.

E qual será o resultado dessas ações? Uma pessoa apaixonada por Cristo. 

Então, vamos entender 5 erros na evangelização que, a partir de hoje, não nos impedirão mais de conquistar pessoas para Cristo.

#1 Entre os erros na evangelização está a autorreferência 

“Convém que Cristo cresça e eu diminua” (cf. Jo 3,30). João Batista disse essa frase em uma discussão com os seus discípulos. Eles questionaram o fato de Jesus batizar no lugar dele. Ora, o Batista afirmou: “Eu não sou Cristo…”, e acrescentou a frase acima.

Isso é mais que uma afirmação, é a descoberta da própria identidade, o porquê de sermos cristãos e evangelizadores. Essa convicção e postura de João Batista precisa ser a de cada um de nós. Em poucas palavras, não anunciamos a nossa mensagem, mas a pessoa de Cristo.

Se entendermos bem isso, vamos combater um dos grandes erros na evangelização, o da autopromoção. Precisamos colocar Cristo à nossa frente. Mas como combater a vaidade e o assédio das pessoas? Colocando-se como servo de todos, sem distinção de pessoas, nem de lugar. 

#2  Julgar, apontar, segregar – erros que se repetem na evangelização

“Quando ele chegou perto, Jesus perguntou: “Que queres que eu te faça?”. O cego respondeu: “Senhor, que eu veja” (cf. Lc 18,35-43). Você já parou para pensar nas etapas da evangelização a partir do comportamento de Cristo?

Cuidado para não cair nos erros da evangelização fazendo cobranças sem respeitar o tempo e o momento das pessoas. Veja o caso do cego do Evangelho! Jesus não o acusou, não impôs doutrina, nem fez exigências, mas dialogou com ele. 

E para a nossa surpresa, ele não pediu riquezas, mas a recuperação da vista. Assim, o Senhor nos ensina a respeitar o processo de evangelização de cada pessoa até que ela mesma responde o que deseja. 

Logo, a maior preocupação do evangelizador deve ser falar da misericórdia divina, sem cobrar conversão de ninguém. 

 

#3 Catequizar antes de um encontro pessoal com Cristo

Imagine você entrando na Igreja pela primeira vez e a pessoa à porta diz que sua roupa é imprópria. Qual seria sua atitude? No mínimo, sairia para nunca mais voltar! 

Então, catequizar é dar vestes novas a pessoa. Não está errado o pensamento, mas é preciso entender qual é a hora exata para isso ou perderemos a pessoa e um filho de Deus.

Logo, o passo fundamental é acolher a pessoa, abrir as portas da Igreja a fim de que ela encontre o seu lugar com o tempo. Na maioria das vezes, as pessoas chegam muito feridas, tristes, solitárias e decepcionadas com as situações da vida. 

E buscam o Mestre, aquele que cura, que abraça, não julga, defende contra os que querem lançar pedras, enfim. Elas receberão tudo isso em um encontro pessoal com Cristo. Por isso, chamar para rezar, estar próximo do sacrário e um simples sorriso faz a diferença.

#4 Não cultivar primeiro uma relação de amizade

A Europa já enviou muitos missionários para o mundo. O Brasil, por exemplo, foi catequizado pelos Jesuítas por longos anos. Mas hoje o velho continente sofre com a falta de batizados e sabe qual é a maior ferramenta de evangelização lá? A amizade.

E existe o anúncio do Evangelho sem amizade, sem vida fraterna? Se não formos irmãos, seremos um quartel general da fé e cometeremos grandes erros na evangelização. Mesmo porque, o cristianismo é marcado pelo amor aos irmãos, pela fraternidade e solidariedade.

Portanto, cultive a amizade das pessoas fora no ambiente da Igreja; pergunte sobre a família, o trabalho; aos jovens, ofereça seu tempo; na rua, não se comporte como um desconhecido, seja um sinal de acolhida em qualquer lugar ou circunstância.

#5  Não participar com fidelidade da vida eclesial  

Às vezes corremos o risco de cobrar das pessoas o que não fazemos! Aquele velho ditado: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço! Mas o Evangelho não é feito de discursos e sim da prática da vida.

Por isso, é importante o evangelizador participar da vida de sua paróquia, mesmo que não esteja em todos os momentos, mas alguns são fundamentais, principalmente a participação na Eucaristia dominical, maior oração da vida cristã. 

Além da Missa, existem as ações pastorais, as visitas missionárias, os movimentos de espiritualidade e as formações sobre a fé que alicerçam a vida de oração. Assim, se chamamos alguém para a Igreja é porque a pessoa irá nos encontrar lá.

“A vocação da Igreja é evangelizar; a alegria da Igreja é evangelizar”

Se a evangelização é a alegria da Igreja, segundo o Papa Paulo VI, então o sorriso é nosso cartão postal e a primeira reação diante de todos que se aproximem de nossas comunidades de fé.  

Então, coloquemos Cristo como modelo de grande evangelizador e se errarmos no caminho, Ele se encarregará de consertar. 

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