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Crise vocacional! Mas você sabe o significado da palavra ‘crise’? Crise vem do latim ‘crisis’ e significa estado de caos e incerteza. Você sabia também que Deus nos criou no ‘caos’, no vazio, no nada: “a terra estava sem forma e vazia…” E o que nasceu desse caos?

Logo, significa que a crise não é tão ruim assim – eis uma boa notícia! Claro que não é também maravilhosa, como um presente que alguém espera. No entanto, a crise faz parte do amadurecimento da vida, ou seja, ela é inevitável. 

Agora, se não é boa, nem ruim e também inevitável, resta-nos saber o que fazer com ela! Não vamos esgotar esse assunto tão vasto, mas veja o que preparamos sobre crise vocacional! 

 

Crise vocacional – o que é isso?

 

Antes de falarmos sobre crise vocacional, conversemos sobre a crise na vida humana. O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, disse uma frase famosa: “nunca desperdice uma boa crise”; ele foi um dos negociadores da Segunda Guerra Mundial

Então, existem crises que são boas?! Talvez porque elas consertam situações que estão erradas! Mas, assim como uma guerra causa muitas crises, a vida humana também passa por altos e baixos, alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, surpresas e desilusões.

Assim, falar sobre crise vocacional é tratar também sobre a própria vida. Quando decidimos seguir a Cristo, entregamos a Ele toda a nossa existência, mas não apagamos nossa humanidade, e Ele sabe disso, nós é que, às vezes, nos esquecemos.

E, com o passar do tempo, é natural que a crise vocacional aconteça, porque a vocação se mistura com a natureza humana, que é cheia de limitações. Mas limitações não são pecado, são traços que precisamos conhecer, tomar consciência e acolher na vida pessoal.

Portanto, se você sente que está em guerra consigo ou com a comunidade, isso é sinal de crise vocacional. Normalmente, ela nos enche de dúvidas, questionamentos, inseguranças, temores. No entanto, é a hora de ver algo novo nascendo em meio ao caos. 

 

O que não fazer na crise vocacional

 

Decidir ou desistir são duas ações diferentes e fortes ao mesmo tempo. E a crise vocacional não é momento nem de decidir, nem de desistir, mas de pedir socorro. Vamos nos espelhar em São Pedro para aprofundar esse assunto!

Quando Jesus caminhou sobre as águas, Pedro pediu para ir ao seu encontro e assim fez. Porém, afundou quando olhou para trás! O que ele fez, apesar do medo, foi chamar pelo Mestre, e Este logo estendeu a mão e puxou Pedro das águas agitadas (Mt 14, 22). 

Mas o que aconteceu com Pedro parece um pouco com a história de cada cristão ou vocacionado! Há momentos em que olhamos para algo que nos assusta, até nos aterroriza. Esse algo pode ser a história de vida, uma fraqueza, um pecado ou até o próprio futuro.

E ficamos realmente confusos! Não é uma crise de fé em Deus, mas uma crise existencial, desconfiamos de nós mesmos e surgem perguntas, entre elas: estou no lugar certo, é isso mesmo que quero, serei fiel aos meus propósitos, estou fazendo a coisa certa?

Porém, olhar para trás, ter medo, ficar confuso etc. não pode nos levar à decisão ou à desistência. Sabe por quê? Porque podemos afundar, ou seja, tomar a decisão errada e não veremos o que Deus nos prepara depois da crise vocacional. O melhor é pedir socorro! 

 

Passos para atravessar a crise na vocação

 

Parece fácil falar de crise vocacional, não é? Na verdade, não há facilidade na crise vocacional, porque tudo vira de cabeça para baixo e temos até vergonha de conversar com alguém sobre o que sentimos. Mas veja algumas dicas que ajudam nesse momento:

#1 Não veja a crise como um problema: o pior problema é não ter crise vocacional. A pessoa que não passa por conflitos provavelmente não se relaciona, logo, não muda, não cresce, fica na mesma! Veja a crise como um caminho de crescimento.

#2 Peça ajuda para alguém: mas não qualquer pessoa, alguém que tenha experiência, seja maduro na fé, capaz de ouvir, falar a verdade e orientar à luz da Palavra de Deus.

#3 Leia um bom livro: há muitas pessoas que são mestras da vida espiritual e explicam bem sobre crise vocacional. Por exemplo, Santa Teresa de Calcutá, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz etc., então busque um bom livro para ajudar no caminho.

#4 Procure a oração silenciosa: rezar não é falar sempre, mas, principalmente, estar com Deus. E há momentos de crise vocacional que palavras não resolvem, mas há muita oração no silêncio. Logo, busque estar diante de Deus apesar da crise. 

#5 Seja verdadeira consigo mesmo: no mesmo peso estão a direção espiritual, a oração, a leitura e a verdade consigo mesmo. Ou seja, não minta dizendo que está tudo bem, mas seja capaz de assumir suas crises como pessoa em processo de maturação.

 

Observe os sinais de Deus!

 

No início desse post, falamos sobre o caos da criação do mundo, lembra? O livro do Gênesis fala assim:

“No princípio, Deus criou o céu e a terra.A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,1).

Havia uma terra sem forma, vazia, em trevas, no abismo! Imagine que situação difícil para um ser humano administrar! E ao final diz que o Espírito estava sobre as águas, sinal de vida!

Isso para dizer que por pior que seja a situação, ou melhor, a crise vocacional, Deus sempre está lá e Ele tem um jeito todo especial de tirar algo bom de uma situação complicada. Para isso, é preciso acreditar, esperar e observar os sinais, porque a crise passa e fica a criação.

 

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