Em 2006, por meio de sua Mantenedora,  a Associação Palotina deu início ao atendimento às mulheres imigrantes, egressas do sistema prisional e refugiadas. O Projeto, conhecido como  “Casa de Acolhida”, que foi juridicamente registrado como “Centro Nossa Senhora Aparecida”, busca sempre ser uma referência efetiva na acolhida fraterna e humana dessas mulheres. 

Quando chegam  ao Brasil, os grupos de mulheres são acolhidos na Casa,  que oferece a elas moradia pelo período de 12 meses. A Casa de Acolhida tem funcionamento de 24 horas ininterruptas. 

Ao longo dos anos, já foram acolhidas mais de 100 nacionalidades diferentes, entre mulheres e crianças, com suas diversas necessidades. Elas  são atendidas por uma equipe profissional e encaminhadas para o atendimento na rede pública (UBS, HOSPITAL, CRECHE, ESCOLA, CAPS, entre outros), até que possam ser encaminhadas para o seu país de origem ou terem condições para estabelecer sua própria moradia no Brasil, conforme legislação vigente sobre a imigração. 

 Os desafios a serem enfrentados para promover a autonomia dessas mulheres e de seus filhos são diversos. Entre eles, destacamos o acesso à atividade remunerada, ou seja, um trabalho, e a inclusão das crianças em creches ou escolas para que as mães possam realizar cursos de qualificação profissional, entre outros. 

 Embora exista um discurso falacioso, que apresenta o Brasil como um país acolhedor e aberto à diversidade, na prática não é essa a realidade que essas pessoas enfrentam quando chegam aqui. Ao contrário, essas mulheres vivenciam o preconceito, a discriminação e a ausência de documentação pessoal devido à morosidade e burocratização dos órgãos públicos. O acesso ao trabalho é precário,  quando se consegue um, além de outros obstáculos que elas precisam enfrentar para a sua sobrevivência. 

 Para superar tais desafios, a Associação Palotina tem empenhado esforços e investido em profissionais qualificados a fim de garantir a elas um atendimento de qualidade. Contudo, faz-se sempre necessário ampliar os recursos para os investimentos. Por isso, a Associação busca cada vez mais diversificar a sua Rede Social de parceiros. 

 Conhecendo a necessidade  das nossas atendidas, buscamos por parcerias que possam contribuir financeiramente  para a ampliação do atendimento. 

Em junho de 2015 efetivamos,  junto à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), uma parceria com vistas a ampliação dos atendimentos, contudo, sem perder de vista seu ponto de partida: ACOLHER – EDUCAR – FORMAR para uma sociedade mais justa humana e fraterna. 

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